O que te faz levantar da cama todo dia para trabalhar?
Dinheiro?
Sim, é super importante, provavelmente o fator mais importante. Não dá pra negar: existem pessoas que realmente amam o que fazem, que sentem prazer genuíno no trabalho. Mas sejamos honestos: a maioria de nós não trabalha só por paixão. Trabalhamos porque precisamos. Precisamos de reconhecimento, de estabilidade e, principalmente, de evolução financeira.
Afinal, todos queremos construir uma boa vida pessoal: uma casa confortável, um veículo confiável, férias merecidas, filhos bem cuidados, boa alimentação, momentos de lazer… e tudo isso exige uma vida financeira estável.
Está na hora de parar de romantizar tanto o trabalho e entender que ele é, sim, um meio, provavelmente o principal, para sustentar a vida que você quer viver.
Mas atenção. Não adianta o dinheiro cair na conta todo mês se, para isso, você está sacrificando a sua saúde mental, se sente desmotivado, esgotado, ou se o que deveria te trazer frutos está, na verdade, te drenando.
Existem várias causas para isso, mas uma das mais comuns, e mais negligenciadas, é a sua própria motivação. E essa, sim, você pode trabalhar com orientação e atitude.
Frases como:
- “Meu trabalho é chato”
- “Não ganho o suficiente”
- “Outra empresa é melhor”
- “Penso em mudar de carreira o tempo todo”
- “Não sou reconhecido”
- “Ninguém me ajuda”
- “Meu líder é péssimo”
Podem se transformar em:
- “Vou tornar meu dia a dia no trabalho mais automatizado e interessante”
- “Vou começar a implementar algumas ideias que vi em outras empresas”
- “Vou entender melhor como posso crescer dentro da minha área antes de mudar de carreira”
- “Vou conversar com meu líder sobre minhas entregas e pedir feedbacks mais claros”
- “Vou buscar um mentor, dentro ou fora da empresa, para me ajudar a evoluir”
- “Vou me tornar tão bom que até meu líder ruim vai começar a me ouvir”
Percebe a diferença?
Quando você muda o foco da reclamação para a ação, o jogo começa a virar. A motivação verdadeira não vem de frases prontas no LinkedIn. Ela vem do movimento que você faz, mesmo que pequeno, em direção a uma vida profissional mais leve, mais justa e mais alinhada com os seus objetivos pessoais.
A virada de chave está justamente em parar de esperar que o mundo mude, e começar a mudar o que está ao seu alcance.
Não se trata de se conformar com pouco. É sobre reconhecer onde você está, entender o que te trava e dar um passo. Depois outro. E mais um.
Se o seu trabalho é chato, o que você pode aprender com ele que te leva ao próximo?
Se você não é reconhecido, o que pode fazer para mostrar suas entregas de forma mais visível?
Se o salário não te satisfaz, o que falta para você chegar ao próximo nível ou buscar oportunidades melhores?
Ninguém disse que seria fácil. Crescer profissionalmente exige esforço, paciência e resiliência. Mas o primeiro passo começa com uma decisão interna: não dá mais para viver no automático.
Levantar da cama todos os dias só pelo dinheiro te leva até certo ponto.
Levantar porque você quer crescer, construir algo e sentir orgulho do que faz… isso te leva muito mais longe.
Então, a pergunta é:
Quando vai ser a sua virada de chave?

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